Para o pessoal que visitou a MPX em Tauá, segue o link para as fotos:
http://www.4shared.com/file/0h2diRSJ/MPX.html
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Ela era um ponto, mas não queria, Preferia ser algo mais importante, quem sabe um pingo de "I"? tentou em vão um "J" manuscrito, Fez dupla num trema, tentou um trio numa reticencia, Subiu num companheiro pra ser dois pontos, Buscou um traço para exclamação, Foi pra cima da virgula para ser uma pausa maior, um ponto e virgula, tentou até a interrogação mas sempre retornava ao "I". O "I" sem pingo é sem graça Uma desgraça analfabética. Resolveu-se por sê-lo então. Buscou vários I's Mas nunca encontrava o "I" sem pingo que o completava E no final de uma aventura poética Sagrou-se enfim um ponto final. 
Ponto e Pronto by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.

Não marcou nenhum encontro, mas ainda assim queria vê-la.
Entrou no orkut, MSN, Facebook e ela não estava on-line. Foi na pracinha onde sempre a encontrava e não a viu. Passou em frente a casa dela e a porta estava fechada. Desistiu cabisbaixo e apaixonado.
Enquanto ele acessava ainternet, ela estava na pracinha, quando ele foi à pracinha, ela acessou a internet, quando passou em frente a casa dela, ela retornou a pracinha onde conheceu o mancebo que a tomaria em namoro...

Desencontro by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.

A fama faz e desfaz,
O enrendo é o engodo que apraz
Ao mudo interprete da cação ruidosa
Que nos ouvidos atentos
Cala dor e anestesia
Os sentidos predispostos
Que amarguram, entristecem e embotam
A alma do cantor.
O engodo do Artista by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação
Fazia tempo que não via sua amada. A saudade lhe apertava o peito. Comprou flores das que sabia que ela gostava, rosas vermelhas e brancas. Faria uma visita surpresa. Pegou o primeiro taxi que viu e deu ao motorista o novo endereço de sua bela - Cemitério da paz na Igreja da Consolação, por favor.
Visitação by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a
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de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.

O sol se foi
E com ele foi-se a luz
Veio o escuro
o medo apresentou-se
Cristalina como água
nuvens escuras sombrearam.
Trovões asombravam
Tempesdade cálida se anunciava.
Vento intrépido, aracati
curvava os fortes galhos,
lançava ao chão as folhas
despenteava-me.
Nem o acorde límpido do violão
embalado pela cegueira
Da alegria triste e nostalgica
Nem o malte suave de uma pilzen
engolido com os sons inebriantes
dos pensamentos principiescos.
Nada de mais puro e profundo
afastariam a tormenta vindoura.
O subterfugio de lembranças
de noite tranquila e cálida
como de um beijo, o mel
do toque, a flor
do cheiro, a embriaguês.
pareceu leva-la ao longe.
Contudo a dura pena de quem vos escreve
contida na lacuna indelével de uma sina
Dos desejos realizados em grãos,
Pitadas de descontentamento,
Vida mirrada de insatisfação,
Do pedaço faltante e nunca achado,
Percebe a vil realistica da razão
de tempos sombrios e impudentes
como realejos de abandono e solidão.
Aracati by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a
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de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.
Quando ocorre a noite
Sombria e lucida
Achega-se ao espaço
pueril da alcova
o sorrateiro cansaço
que o descanso não desfaz.
Apraz ao impoluto homem
atormentar-se em vias de embriagues
sob a luz bruxuleante
de pseudos Lampyris noctiluca
Esvoaça o pensamento
numa obra não escrita
sobre seres não viventes
em estórias inverídicas.
E a sua paixão
pelo vácuo astral
ou seria por algum mistério
físico e científico
como o decifrar do big bang
em um empírico testamento
de uma estrela que viu
em sua luneta sagaz
mas não pode sequer batizá-la
pois num micronésimo segundo
numa supernova explodiu
deixando apenas o rastro
de luz e poeira
prova de que em algum momento
e num lugar do universo
indubitavelmente existiu!
The Big Bang Theory by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.

Teme a morte inimiga
Da esperança voraz
Ultima e atroz amiga
Da sina que não se desfaz.
Soprando suave brisa
Umedecendo seus pés
O frio acalenta a lembrança
Daquilo que era sua fé.
Enfim sozinho não corres mais
Pois a sombra esquecida
Como parenta sumida
Volta e não foge mais.
A sombra by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.

Tu vens e quando será?
Minha alegria completa contigo estará.
Tu vens pra logo que tal?
Pra ansiedade irrequieta um pouco se acalmar.
Tu vens e eu a te esperar
Para nos braços de pai te acalentar.
Tu vens sem medo enfim
Pois pra te proteger do mundo
Sempre terás a mim.
tu vens by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.

Beija-me com o beijo distante
Que saudoso do amante
Cruza as fronteiras teimosas
Que a geografia perfaz.
Beija-me com o beijo lascivo
Tal qual meretriz errante
Fustigando migalhas de amor
De alguém que não é amante.
Beija-me com o beijo voraz
Como se fosse o ultimo instante
Da vida que se desfaz
Nas águas turvas e regelantes.
Beija-me ou tanto faz
Quando outra vez abrir os olhos
O que foi ficará atrás
E o futuro já não será tão distante.
Futuro congelante by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.

Viveu cem anos, aquela senhora. Morreu e apenas uns poucos vizinhos a acompanharam ao seu descanso final. O seu único desejo pós-morten foi realizado: Sepultaram-na abraçada com um velho e sujo chapéu, lembranças do seu grande amor. Não seu marido, mas um outro de todos desconhecidos, mas que platonicamente cultivara eterna afeição até o fim dos seus dias, sem mesmo ao menos ter-lhe beijado.
A senhora e seu destino by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.

Ela olhava para frente
E lá estava contemplando-a
Com um olhar latente,
Um desejo pungente
Lascivo e inebriante.
Ele olhava para trás
E ela vinha saltitante
Com um lampejo vigente
De uma dama cadente
Mas de beleza sobrepujante.
Eles se olhavam e não se viam
Apenas o vislumbre da fome e da fantasia
Sentiam o perfume mutuo
Mas o tocar não acontecia
Até que a lua deu lugar
Ao sol brilhante e singular
Que queimou o viço do que não havia.
alcance by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.

Era a lua tão cheia
Que ficou com medo o lobo
E para ela não uivou.
A moça apaixonada
A luz dela suspirou.
A bruxa amaldiçoada
Sob sua réstia voou.
Mas como uma grande paixão
Passou o tempo e a lua minguou.

Lua Cheia Minguante by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.

Coração elétrico
Não pulsa, oscila
Quando ama, eletrocuta
Seu dono morreu no baile de formatura...

Coração Elétrico by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.

Desce a chuva pelo céu
No escarcéu de um dilúvio
O pobre homem eflúvio
Sozinho observa ao léu.
Desce a chuva pelo corpo
Molhando a superfície áspera
Da pele fustigada e frigida
Espera um novo calor.
Desce a chuva pelo ralo
Levando nas águas turvas
Salgadas lágrimas pendentes
Que não foram na ultima chuva.
Desce a chuva em turbilhão
Destrói estradas e encostas
Tão leves, altas e pesadas
Como de Tchaikovsky, uma canção
Desce a chuva, tanto faz
Ela vem, molha tudo e vai...

A Chuva by Saulo de Lima Bezerra is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.


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