Letras, sentimentos e inspirações!


21/12/2010


A sombra

Teme a morte inimiga
Da esperança voraz
Ultima e atroz amiga
Da sina que não se desfaz.

Soprando suave brisa
Umedecendo seus pés
O frio acalenta a lembrança
Daquilo que era sua fé.

Enfim sozinho não corres mais
Pois a sombra esquecida
Como parenta sumida

Volta e não foge mais.

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Escrito por Saulo Boyna às 19h00
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tu vens

Tu vens e quando será?
Minha alegria completa contigo estará.
Tu vens pra logo que tal?
Pra ansiedade irrequieta um pouco se acalmar.
Tu vens e eu a te esperar
Para nos braços de pai te acalentar.
Tu vens sem medo enfim
Pois pra te proteger do mundo
Sempre terás a mim.

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Escrito por Saulo Boyna às 18h53
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Futuro congelante

Beija-me com o beijo distante
Que saudoso do amante
Cruza as fronteiras teimosas
Que a geografia perfaz.

Beija-me com o beijo lascivo
Tal qual meretriz errante
Fustigando migalhas de amor
De alguém que não é amante.

Beija-me com o beijo voraz
Como se fosse o ultimo instante
Da vida que se desfaz
Nas águas turvas e regelantes.

Beija-me ou tanto faz
Quando outra vez abrir os olhos
O que foi ficará atrás
E o futuro já não será tão distante.

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Escrito por Saulo Boyna às 18h49
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A senhora e seu destino

Viveu cem anos, aquela senhora. Morreu e apenas uns poucos vizinhos a acompanharam ao seu descanso final. O seu único desejo pós-morten foi realizado: Sepultaram-na abraçada com um velho e sujo chapéu, lembranças do seu grande amor. Não seu marido, mas um outro de todos desconhecidos, mas que platonicamente cultivara eterna afeição até o fim dos seus dias, sem mesmo ao menos ter-lhe beijado.

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Escrito por Saulo Boyna às 18h44
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Alcance

Ela olhava para frente
E lá estava contemplando-a
Com um olhar latente,
Um desejo pungente
Lascivo e inebriante.

Ele olhava para trás
E ela vinha saltitante
Com um lampejo vigente
De uma dama cadente
Mas de beleza sobrepujante.

Eles se olhavam e não se viam
Apenas o vislumbre da fome e da fantasia
Sentiam o perfume mutuo
Mas o tocar não acontecia
Até que a lua deu lugar
Ao sol brilhante e singular
Que queimou o viço do que não havia.

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Escrito por Saulo Boyna às 18h39
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Lua Cheia Minguante

Era a lua tão cheia
Que ficou com medo o lobo
E para ela não uivou.
A moça apaixonada
A luz dela suspirou.
A bruxa amaldiçoada
Sob sua réstia voou.
Mas como uma grande paixão
Passou o tempo e a lua minguou.

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Escrito por Saulo Boyna às 18h33
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Coração Elétrico

Coração elétrico
Não pulsa, oscila
Quando ama, eletrocuta
Seu dono morreu no baile de formatura...

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Escrito por Saulo Boyna às 18h24
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A chuva

Desce a chuva pelo céu
No escarcéu de um dilúvio
O pobre homem eflúvio
Sozinho observa ao léu.

Desce a chuva pelo corpo
Molhando a superfície áspera
Da pele fustigada e frigida
Espera um novo calor.

Desce a chuva pelo ralo
Levando nas águas turvas
Salgadas lágrimas pendentes
Que não foram na ultima chuva.

Desce a chuva em turbilhão
Destrói estradas e encostas
Tão leves, altas e pesadas
Como de Tchaikovsky, uma canção

Desce a chuva, tanto faz
Ela vem, molha tudo e vai...

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Escrito por Saulo Boyna às 18h20
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